INSTITUCIONAL

Exposição Jorge Zahar


Duas grandes mesas de madeira e vidro em formato de J e Z. Elas formam o cenário de uma exposição itinerante criada em homenagem à memória do editor Jorge Zahar, fundador da casa editorial que leva o seu nome. A mostra marca os dez anos do falecimento de Jorge Zahar e celebra ainda o lançamento do primeiro livro editado pelo Prêmio Jorge Zahar, criado para manter viva uma das maiores características do homenageado: apostar (com sucesso) nos jovens autores e estimular a novíssima produção acadêmica brasileira.


A mostra convida o público a abrir os tampos das mesas, como se eles fossem livros; explorar o interior de gavetas; ouvir músicas e assistir a um documentário com depoimentos de pessoas que conviveram com o editor.

Com curadoria das editoras Cristina e Mariana Zahar, respectivamente filha e neta do homenageado, a Exposição Jorge Zahar vai fazer com que o público se sinta mais próximo de um dos mais importantes nomes da história do mercado editorial brasileiro. Pioneiro da profissionalização da vida literária nacional, ele foi um modelo para os editores mais jovens.

Detalhes de sua vida e carreira estarão espalhados pelas gavetas e tampos dos móveis-esculturas. Entre os documentos, fotos com a família e amigos próximos, como o escritor Millôr Fernandes, o jornalista Paulo Francis e os editores Ênio Silveira e Luiz Schwarcz. Também estarão nas vitrines objetos como o peso de papel que decorou sua mesa de trabalho a vida inteira e o seu caderno de telefones. Este último tem seu conteúdo acessado a partir de uma engenhoca na capa, e revela na mesma página os antigos contatos de amigos como ex-presidente Fernando Henrique Cardoso – que teve seu primeiro livro editado pela Zahar - e do editor Geraldo Jordão Pereira, dono da Sextante, falecido recentemente.

Os visitantes vão descobrir os gostos e as grandes paixões do editor, que acabaram influenciando algumas de suas decisões editoriais. A coleção de música clássica e francesa poderá ser ouvida em fones, assim como os poemas de autores como Pablo Neruda ou Vinicius de Moraes – os LPs de poesia declamada eram uma obsessão do editor. Uma seleção de cardápios e contas de restaurantes assinala seu lado gourmet, juntamente com as anotações que o editor fazia para cada um deles, como a indicação de seu prato preferido servido na casa.

O cenário foi construído com madeira de demolição e trará frases do editor e depoimentos sobre ele em letras gravadas com fogo em toda a superfície. A intenção foi a de escolher um material que guardasse história e marcá-lo com a escrita. No topo da letra J, uma tela de plasma exibirá um documentário com cerca de dez depoimentos. Nele, Luiz Schwarcz, da Companhia das Letras, fala de forma emocionada sobre a relação de pai e filho que construiu com o editor. Paulo Rocco, ex-presidente do Sindicato Nacional de Editores de Livros (SNEL), lembra do estágio-relâmpago que ganhou com Jorge Zahar a pedido do escritor Fernando Sabino. E o antropólogo Gilberto Velho, que teve seu primeiro livro publicado pela Zahar com apenas 20 anos de idade, ressalta o talento do editor para apostar em novos autores.



Rio de Janeiro
Livraria da Travessa - Shopping Leblon
11 a 30 de junho de 2008

São Paulo
Livraria Cultura - Conjunto Nacional
16 a 24 de agosto de 2008

Porto Alegre
Iguatemi Porto Alegre - Praça Mário Quintana
27 de outubro a 09 de novembro de 2008









































ZAHAR    rua Marquês de São Vicente 99 – 1º andar, Gávea, Rio de Janeiro, RJ, Brasil   22451-041   Tel.: 21 2529-4750  sac@zahar.com.br  ©2007