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Detalhes:
Brochura
16x23cm
232pp
R$ 44,90

Data de Lançamento:
15/10/2012

ISBN:
isbn 978-85-378-0908-2

Prefácio:
Álvaro Caldas

Consultores: Flavia de Camargo Cavalcanti, Sergio Emanuel Dias Campos, Sergio Soares Xavier Ferreira


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“Seu amigo esteve aqui”
A história do desaparecido político Carlos Alberto Soares de Freitas, assassinado na Casa da Morte
> Entrevista exclusiva: Cristina Chacel

Além das entrevistas com amigos e parentes do Breno, você fez pesquisas em arquivos? Encontrou documentos que pareceram surpreendentes?
O livro sustenta-se em depoimentos de parentes, amigos e militantes, e também em pesquisa de jornais, revistas, livros sobre o período e documentos, basicamente inquéritos militares, peças jurídicas, trechos de relatórios. Sem dúvida, o mais importante desses documentos é o depoimento depositado na OAB em que a militante Inês Etienne Romeu, única sobrevivente da Casa da Morte, denuncia o assassinato de Breno e outros companheiros no centro clandestino de tortura montado pelo Exército em Petrópolis.

A história de que o Breno tinha sido assassinado na Casa da Morte chegou pronta para você ou foi aparecendo ao longo das entrevistas?
A morte de Breno foi denunciada pela Inês à OAB. Em depoimento de 1979, Inês revelou ter sido informada por um dos torturadores da Casa da Morte: "Seu amigo esteve aqui", referindo-se a Carlos Alberto Soares de Freitas, que era muito amigo dela, desde Minas. Dessa revelação saiu o título do livro. A pista mais forte para nos levar ao desfecho de uma história que, afinal, permanece em aberto, inacabada.

Qual a sua relação com esse período da história e com os envolvidos na trama?
No período da ditadura eu era criança. Quando os militares baixaram o AI-5 eu tinha 9 anos de idade. Mas como estudante e, depois, como jornalista, acompanhei o processo de abertura democrática, participei do movimento da anistia, cobri a greve de presos políticos e a volta dos exilados. No curso da vida acabei fazendo amigos que militaram na esquerda armada, foram perseguidos, presos, torturados, exilados. A minha geração, a chamada geração do AI-5, conheceu o regime autoritário e ouviu, aos sussurros, essa história. A história de Beto me chegou por amigos. Foi a Flavia Cavalcanti quem me convidou a entrar nessa empreitada, me apresentou o Sérgio Campos e o Sérgio Ferreira. Os três me acompanharam durante toda essa jornada de reconstituição da história que acabou consumindo três anos.

A presidente Dilma tem um papel importante na trama? Outros nomes conhecidos do público de hoje fazem parte da história?
A presidente Dilma conheceu o Beto com 15 anos de idade. Ela foi muito amiga dele. Os dois caminharam juntos na política todo o tempo. Outros expoentes da vida pública brasileira também fazem parte dessa história, como o ministro Fernando Pimentel e o deputado José Aníbal.

Você optou por escrever a trama com um tom de suspense. Como foi conseguir esse tom no meio de tantos depoimentos emocionados, porque este ainda é um assunto muito presente para quem viveu o período, não?
O suspense emerge quase que naturalmente numa história que afinal acontece nos subterrâneos da clandestinidade. Minha única preocupação era contar uma história bem contada, fácil de entender, sem prejuízo da sua dimensão política. Eu queria oferecer ao leitor a atmosfera da época, convidá-lo a chegar perto, quem sabe até a se reconhecer na história, porque a história de Breno e seus companheiros é uma história nossa. Podemos e devemos entrar nela. É verdade que o romance policial é um gênero da minha formação como leitora. Eu na adolescência devorava as revistas Mistério Magazine de Ellery Queen, que vendiam nas bancas, além de mestres como Agatha Christie, Georges Simenon, Rex Stout, Dashiel Hammet. Mas o que prevalece na minha narrativa me parece que é o texto jornalístico. Esta foi uma escolha. A história de Beto é real. Não precisa ser inventada.
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> Em entrevista exclusiva, Cristina Chacel conta como foi o processo de escrita do livro.

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