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Nunca houve um homem como Heleno
> Entrevista exclusiva: Marcos Eduardo Neves

Heleno de Freitas, em sua opinião, foi o primeiro craque-problema da história do futebol brasileiro?
O primeiro foi o Leônidas da Silva, o Diamante Negro. Porém, o Heleno era um caso mais complexo, emblemático. Porque, diferentemente do Leônidas e da grande maioria dos jogadores, ele era de família rica, era chique, elegante, formado em Direito. Ficava difícil para os cartolas lhe chamarem a atenção. Na realidade, até mesmo os dirigentes sentiam-se inferiorizados socialmente perante o Heleno. Por conta disso, seu gênio intempestivo o levava a extremos. Ele não se rebelava só com os adversários, mas também com os próprios companheiros. Era expulso jogo sim, jogo não.

O que o levou a pesquisar a vida de Heleno, um personagem fascinante, mas que andava esquecido?
O jornalista Luiz Mendes, falecido há pouco tempo, me sugeriu escrever sobre o Heleno. Brincando, disse que era o caminho do ouro. Confesso que pouco sabia sobre o craque-galã. Apenas que jogara na seleção e era ídolo do Botafogo. Numa rápida pesquisa pela internet, descobri que Heleno pertencia ao mítico Clube dos Cafajestes, tinha cadilac na garagem, só usava ternos de casimira inglesa, seu alfaiate era o mesmo do presidente Getúlio Vargas. Vi que ele frequentava as boates mais glamourosas e os grandes cassinos, que morreu num manicômio aos 39 anos de idade, que sua personalidade forte seduziu nomes como Gabriel García Marquez, Evita Perón, Nelson Rodrigues... Acabei tendo que me debruçar numa pesquisa de fôlego com o fim de resgatar esse grande personagem, que realmente se via esquecido na poeira do tempo.

O que você achou da versão cinematográfica da vida de Heleno de Freitas, vivido na tela por Rodrigo Santoro?
O Jô Soares me falou uma coisa, que é a pura realidade: a vida do Heleno é um filme pronto. E com essa maravilhosa história sendo contada por um diretor experiente como o José Henrique Fonseca, tendo ainda um ator do naipe de Rodrigo Santoro, sério e dedicadíssimo, o resultado não poderia ser diferente. O filme está fantástico, representando o que o Brasil tem de melhor em festivais mundo afora. Vai chegar ao Brasil literalmente "bombando". O Santoro incorporou o Heleno e a produção, comandada pelo Rodrigo Teixeira, não deixou nada a desejar. Do roteiro ao figurino, dos takes às locações, o filme do Heleno vem com tudo.

A nova edição do livro pela Zahar traz modificações e revisões?
Para escritor, livro é que nem filho. E ver o Nunca houve um homem como Heleno na Zahar é saber que meu filho está na melhor escola. Se o Heleno estudou no São Bento, o meu livro está na Zahar, ou seja, tudo a ver! A atenção e o carinho que a editora está dando à nova edição fez com que o livro ficasse ainda mais atraente. Quem comprá-lo vai saborear muitas fotos novas, algumas inéditas, de arquivo pessoal, imagens de diversas fases da vida do Heleno. E ainda lerá um texto mais ágil, mais preciso, trabalhado com esmero, como pede o leitor moderno.
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> Em entrevista para a jornalista Marília Gabriela, o ator Rodrigo Santoro fala sobre Heleno de Freitas.

> Marcos Eduardo Neves falou sobre o livro no Fantástico,

> O autor foi entrevistado no programa Em branco da rádio Roquette Pinto. Ouça!

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> ENTREVISTA EXCLUSIVA: Craque-galã, craque-problema. Marcos Eduardo Neves conta com descobriu a história de Heleno de Freitas e se envolveu com um dos personagens mais fascinantes do futebol brasileiro.

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> Por que ler esse livro? O escritor Ruy Castro responde.

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