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Detalhes:
Brochura
16 x 23 cm
328pp
ilustrado
R$ 49,90

Data de Lançamento:
15/7/2011

1ª edição

ISBN:
978-85-378-0691-3

Tradução:
Alexandre Martins


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Infiltrado
A história real de um agente do FBI à caça de obras de arte roubadas
Entrevista: Robert Wittman

Quando você iniciou sua carreira, tinha a intenção de se transformar em um agente do FBI?
Quando comecei minha carreira no FBI, nunca pensei que me envolveria com a investigação do roubo de arte. Mas eu sempre quis ser um agente do FBI, desde muito jovem, quando via excitantes histórias na televisão, nos anos 1960.

Quais os objetos de arte mais significativos que foram recuperados graças ao seu trabalho?
Eu recuperei muitos trabalhos de arte importantes durante meus vinte anos de carreira no FBI. Um dos mais significativos foi um autorretrato de 1630 de Rembrandt, levado num assalto ao Museu Nacional Sueco, e avaliado em 35 milhões de dólares. Fui capaz de recuperar um grupo de pinturas de Norman Rockwell, que era muito importante para os Estados Unidos, já que Rockwell foi um dos mais conhecidos artistas americanos. Essas pinturas estavam no Brasil, em uma fazenda próxima a Teresópolis.
Nem todas as obras de arte valiosas eram pinturas: participei do resgate de um artefato de ouro da era pré-colombiana conhecido como “Backflap”. Foi roubado da tumba do Lorde de Sipán, no Peru, e foi a maior peça de ouro já encontrada em uma tumba nas Américas.

Que acontecimento na sua carreira ficou marcado na sua memória?
Todos os resgates foram importantes para mim, porque todos representam a herança cultural dos países de onde vieram, então, cada caso tem um espaço especial na minha memória.

Quais os passos básicos de um agente infiltrado?
Quando um agente está infiltrado em uma organização criminosa, o primeiro passo é agradar o alvo e convencê-lo de que vocês estão no mesmo negócio. Há muitas formas de fazer isso, algumas vezes algum informante faz a introdução e outras vezes uma oportunidade de encontro pode ser armada.

Você acredita que contribuiu para uma mudança na forma como os crimes de arte passaram a ser investigados?
Acredito que meus esforços em recuperar mais de 300 milhões de dólares em propriedades culturais roubadas intensificaram o interesse em aplicar leis para conter este tipo de crime. Agora, eles se deram conta de que o público se importa com a sua história e os artefatos que fazem com que ela se torne viva.
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