Livros  >>  Ciências Sociais









Compre na Cultura
Compre o e-book
Compre na Saraiva
Compre no Submarino
Compre na Livraria da Travessa

Detalhes:
Brochura
14 x 21cm
328pp
R$ 54,90

Data de Lançamento:
16/1/2012

1ª edição

ISBN:
978-85-378-0800-9

Tradução:
Carlos Alberto Medeiros


Outras áreas: Administração
Artes
Biografias
Ciência
CIÊNCIAS SOCIAIS
Cinema
Coleções
Coleções de Bolso
Comunicação
Dicionários
Economia
Educação
Filosofia
Gastronomia
Geografia
História
História em Quadrinhos
Infantil
Juvenil
Letras
Literatura
Música
Policial
Política
Psicanálise
Psicologia
Teatro
TV
Variedades
Ensaios sobre o conceito de cultura
Entrevista exclusiva: Zygmunt Bauman

Como foi rever um livro escrito há tanto tempo? O senhor costuma fazer esse tipo de revisão?
Não normalmente. Mas já fiz no caso de alguns livros (em particular Modernidade e Holocausto e Modernidade líquida), que discutiam questões centrais de minha pesquisa, assuntos com os quais continuei trabalhando depois que a primeira edição foi publicada, e depois senti a necessidade de rever ideias nascidas ou desenvolvidas no período de tempo que separou esta da segunda edição. Um tipo de “recapitulação” (ou “wiederholung”, como Martin Heidegger chamava) com os benefícios de uma retrospectiva.

Em sua opinião, isso prova que algumas discussões e ideias permanecem, mesmo nesses tempos em que tudo muda tão rapidamente?
Sim, de fato. Foi Gordon Allport, um grande psicanalista, que se queixou há muitas décadas atrás de que “nós não solucionamos problemas, apenas nos cansamos deles.” Tendência nefasta e extremamente prejudicial para as ciências sociais: que nos leva a perder de vista a continuidade das condições sociais, ofuscada pela avalanche de descontinuidades, e a lógica escondida debaixo de um bazar de novidades. Tudo por causa da combinação de uma memória breve e da inconstância de nossa atenção, decorrente da nossa obsessão com descobertas e invenções. Mais frequente do que se imagina, a aparência de “novidade” deriva da ignorância, uma ignorância maquiada: esquecimento. Vivemos em uma cultura do agora – favorecendo tudo o que é percebido como novo e nunca visto e detestando o velho, assumidamente antiquado e pronto para a lata do lixo, qualquer coisa que tenha valor duradouro. Pitirim Sorokin, um grande sociólogo russo-americano, lamentou essa tendência há quase cem anos atrás.

Na sua opinião, falar sobre o fenômeno da cultura no campo da práxis ainda é forma inovadora de abordar o assunto?
Felizmente, eu diria, de alguma forma menos inovadora hoje do que foi na época em que o livro foi escrito. No período, a cultura era vista universalmente como um tipo de homeostato: um aparelho que serve para neutralizar e enfraquecer os desvios de um padrão estável e para restaurar o “equilíbrio” do sistema social (como Talcott Parsons, de longe o mais influente sociólogo dessa época, disse). Hoje sabemos melhor: temos pouca ou nenhuma dúvida de que, em vez de ser uma força conservadora, a cultura está constantemente sondando, desafiando e pressionando o status quo para que mude. Cultura, nós podemos dizer, é uma faca pressionada contra o futuro. Dificilmente cultura e realidade estão plena e verdadeiramente em paz. Isso foi o que quis dizer ao reapresentar cultura como práxis – a atividade em curso de reformular, simultaneamente, os padrões das ideias humanas e as práticas humanas.
PESQUISE NO CONTEÚDO DOS LIVROS
powered by Google
LINKS
> A Universidade de Leeds inaugurou em setembro de 2010 o Bauman Institute, em homenagem ao sociólogo, professor emérito da instituição. Saiba mais.

> Mais detalhes sobre a obra do autor no site da Universidade de Leeds.

CONFIRA TAMBÉM!
> Em entrevista exclusiva para o site, Zygmunt Bauman fala sobre o livro e a experiência de rever escritos de sua carreira.

ZAHAR    rua Marquês de São Vicente 99 – 1º andar, Gávea, Rio de Janeiro, RJ, Brasil   22451-041   Tel.: 21 2529-4750  sac@zahar.com.br  ©2007