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Detalhes:
Encadernada
13 x 18
104pp
R$ 39,90

Data de Lançamento:
9/11/2009

ISBN:
978-85-378-0174-1

Tradução:
Maria Luiza Borges

ilustrações de Edward Hemingway

Revisão técnica: Deise Novakoski


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Guia de drinques dos grandes escritores americanos
> Casos de escritores e bebedeiras.

Raymond Chandler: A Paramount Studios pôs o filme A dália azul em produção antes que Chandler tivesse escrito sequer uma linha do roteiro. Infelizmente, duas semanas depois de iniciadas as filmagens, ele ainda não tinha encontrado um desfecho e estava sofrendo um bloqueio criativo. Chamou seu produtor, John Houseman, e disse-lhe que embora fosse um alcoólatra em recuperação e estivesse sóbrio há algum tempo, só conseguiria terminar o roteiro se tivesse uma recaída completa. Houseman conseguiu que a Paramount instalasse seis secretárias na casa de Chandler 24 horas por dia. Um médico foi contratado para lhe dar injeções de vitaminas, pois ele raramente comia quando estava bebendo. Limusines esperavam à porta, prontas para transportar páginas ao primeiro sinal. No fim, ele produziu um de seus melhores roteiros originais, e a história de seu sacrifício pessoal tornou-se uma lenda em Hollywood.

F. Scott Fitzgerald: A bebida preferida de Fitzgerald era gim; ele acreditava que não se podia detectá-lo no hálito (uma ideia curiosa, dada sua baixa tolerância ao álcool). Costumava ficar desvairadamente bêbado, mas aqueles eram os Frenéticos Anos 20 e ele era o seu símbolo. Fitzgerald e sua mulher, Zelda, eram um par de bêbados brincalhões. Há histórias sobre como pularam dentro da fonte do Hotel Plaza, cozinharam os relógios dos convidados de uma festa em sopa de tomate, tiraram a roupa em espetáculos teatrais. Chamados para uma festa improvisada, do tipo “venham como estiverem”, ele e Zelda chegaram de pijamas. Ela logo tirou o seu e dançou nua. Precisava alguém sentir seu hálito para saber que tinha bebido?

Dashiell Hammett: Hammett passou grande parte de sua vida num notório e apaixonado caso de amor com Lillian Hellman. Ambos bebedores contumazes, mantiveram um relacionamento conturbado por quase 30 anos. Certa noite, bêbado e discutindo com Lillian, Hammett pegou o cigarro que fumava e começou a apagá-lo esmagando-o na própria face. “O que está fazendo?”, gritou ela. Resposta de Hammett: “Impedindo-me de fazer isso com você.”

Lillian Hellman: Em matéria de bebida, teria sido difícil para qualquer um competir pau a pau (ou copo a copo) com Dashiell Hammett, mas Hellman certamente fazia o possível. De ressaca e diante da estreia de The Children’s Hour na Broadway, ela tomou um porre colossal de conhaque. Acordando cedo na manhã seguinte, e novamente de ressaca, bebeu uma cerveja gelada e telefonou para Hammett, que estava morando em Los Angeles. Falou com sua secretária. Dois dias depois, Hellman cairia em si: (1) no momento em que ligou, eram três horas da manhã na Califórnia, e (2) Hammett não tinha secretária. Pegou o primeiro avião para lá, embebedou-se no caminho e foi direto para a casa de Hammett. Espatifou seu bar e voou de volta para Nova York. Hellman sabia onde atingir um homem.

Jack Kerouac: Antes de cair na estrada, Kerouac correu mares. Jovem com sede de aventura, alistou-se na Marinha americana. À espera do exame de qualificação, acabou numa bebedeira em Boston. Inexplicavelmente, ingressou na Guarda Costeira e mais tarde no mesmo dia prestou juramento como fuzileiro naval. Dando-se conta de que era tecnicamente membro de três braços das Forças Armadas, Kerouac fez a única coisa sensata – bebeu mais. Acabou desmaiando num bar de marinheiros e de manhã viu-se a bordo do SS Dorchester com destino à Groenlândia. No meio de tudo isso, tinha telefonado para os pais e dito que chegaria em casa “um pouco atrasado”. Agora era um marinheiro mercante, carregando um pequeno saco de roupas e livros. Embora mais tarde a Marinha o tenha diagnosticado como uma “personalidade esquizoide” e o dispensado, continuou bebendo como um marinheiro pelo resto da vida.

Tennessee Williams: Se você recebesse um telefonema, “Baby, não sei onde estou. Estou no Sheraton”, saberia que Tennessee estava bêbado de novo. Em cidades estranhas, depois de uma noite de farra, ele esquecia o nome de seu hotel e insistia que estava no Sheraton. O cérebro encharcado de gim, ele se convencia de que todo hotel fora de Nova Orleans ou Nova York chamava-se Sheraton. Às vezes perguntava em que cidade estava. Como na ocasião em que foi parar em Indianapolis, tendo partido com destino a Minneapolis. Ele morreu no Hotel Elysée de Nova York, bêbado. Tentou abrir um frasco de remédio com os dentes e engasgou-se com a tampa.

* Os trechos acima foram retirados de Guia de drinques dos grandes escritores americanos.
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