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Detalhes:
Coleção Estéticas

Brochura
14 x 21
136pp
R$ 36,90

Data de Lançamento:
23/6/2009

ISBN:
978-85-378-0090-4

Tradução:
Jorge Bastos

Diretor da coleção: Roberto Machado


Outras áreas: Administração
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Sacher-Masoch: o frio e o cruel
Texto: Roberto Machado

Esse livro ilustra bem a ideia deleuziana de que o artista ou o escritor é um pensador tanto quanto o filósofo ou o cientista. Mas ele é também um exemplo perfeito de como, para Deleuze, a literatura é uma atividade clínica, e o grande artista é mais um médico do que um doente. Deleuze jamais reduziu a literatura à linguagem. Privilegiando a relação da arte com a vida, ele considera que a nova linguagem criada por um grande escritor tem a ambição de pensar o homem e o mundo — o que faz do literato um clínico, alguém que diagnostica as forças vitais, um “médico da civilização”, como Nietzsche diz do filósofo.

Nessa perspectiva, Deleuze pensa a obra de Sacher-Masoch como elevando a língua a um limite de intensidade que torna possível descrever a subjetividade masoquista, nomeando uma perversão não porque sofra dela, mas porque expõe ou renova seus sintomas. E se o psiquiatra alemão Krafft-Ebing criou, em 1869, o neologismo “masoquismo”, foi para homenagear Masoch por haver descrito em detalhes “esse tipo de sentimento da vida”.

Será esse comportamento o sado-masoquismo? Não! Para Deleuze, o quadro clínico do masoquismo é irredutível ao sadismo. Juntar as duas perversões é confundir sintomas clínicos distintos. Pois, enquanto o masoquismo é, por exemplo, ligado a um contrato — contrato de submissão à mulher amada dominadora —, o sadismo está ligado à instituição. A questão do sadomasoquismo leva Deleuze a se posicionar aqui em relação à psicanálise, de um modo que ilustra muito bem sua ambivalência em relação a Freud e seus discípulos.

Por considerar injusto que Masoch não seja tão lido quanto Sade, Deleuze quer, com esse livro, reparar essa injustiça. E quer muito mais: lamentando que os teóricos do masoquismo — os psiquiatras, os psicanalistas — tenham se interessado tão pouco por sua obra, ele pretende mostrar que há em Masoch uma sintomatologia muito mais clara e precisa do que naqueles que defendem a unidade do sadismo e do masoquismo. E faz isso estudando e comparando brilhantemente as obras de Masoch e de Sade.
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LINKS
> O filósofo Luiz Orlandi explica a ética na filosofia de Deleuze nessa entrevista publicada no Café filosófico, site do programa exibido pelas Tvs Cultura e Educativa. Leia aqui.

> Assista um trecho da entrevista que Deleuze concedeu à amiga e ex-aluna Claire Parnet e que se transformou na série de TV chamada ABC de Gilles Deleuze.

> Visite o Webdeleuze. O site é dedicado ao pensamento de Deleuze e apresenta as transcrições de alguns de seus cursos.

CONFIRA TAMBÉM!
> Por que ler esse livro? Leia texto do professor de filosofia da UFRJ Roberto Machado sobre essa obra.

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