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Kissinger e o Brasil
Perfil: Silveira

Silveira e sua geração formaram-se no revisionismo dos grandes países emergentes que, após a Segunda Guerra, começaram a demandar maior participação na ordem mundial. Junto a países como Irã, Turquia, Índia e Indonésia, o Brasil fazia parte do grupo de nações críticas ao gerenciamento das relações internacionais. Silveira acreditava que o principal papel da diplomacia brasileira era preservar algum grau de "autonomia" face ao sistema capitalista internacional e a seu motor, os EUA. Silveira era ousado. Transformou as atitudes brasileiras em relação aos principais temas da agenda diplomática. Aprofundou o que era uma tímida política para a África e trocou o apoio a Israel pela simpatia ao mundo árabe. Reconheceu regimes marxistas no Terceiro Mundo, apesar de ser o representante de uma ditadura anticomunista. Desenhou um plano para isolar a Argentina e projetar a influência brasileira na América do Sul de forma explícita. Negociou em segredo o maior projeto de transferência de tecnologia nuclear existente à época e convenceu Estados Unidos, França, Grã-Bretanha e Japão a assinarem documentos que formalizavam o status especial do Brasil no mundo. "O papel de uma chancelaria é pôr o país à frente de seu tempo", repetia.
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