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Detalhes:
Brochura
16 x 23 cm
396pp
Ilustrado
R$ 69,90

Data de Lançamento:
16/7/2010

1ª edição

ISBN:
978-85-378-0256-4

Tradução:
Renato Aguiar


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A sombra do ditador
Memórias políticas do Chile sob Pinochet
Entrevista: Heraldo Muñoz

O seu livro mistura os acontecimentos políticos com suas memórias pessoais. Acredita que foi necessário esperar passarem os anos para poder pensar nos acontecimentos de forma mais clara?
Acho que foi importante que um tempo prudente tivesse passado, para ter uma perspectiva histórica que combinasse a paixão dos episódios vividos e narrados com a serenidade da análise que dão os anos. Nunca tive a intenção de escrever esse livro de memórias, mas o editor em Nova York me convenceu de que valia a pena contar minhas histórias desconhecidas e fazer um balanço o mais franco possível dos tempos da ditadura no Chile e seu impacto internacional. Não foi um processo fácil, mais acredito que foi bem sucedido.

Depois de passado esse tempo, ainda acredita que a melhor forma de combater a um governo ditatorial violento como o de Pinochet é unindo todos à favor da democracia, em vez de tentar responder também com violência?
No início, após o golpe, acreditava que a resistência armada era necessária e fiquei muito tempo entristecido de não haver podido usar as armas para defender o governo democrático do presidente Allende. Mas, com o passar do tempo, fiquei convencido que no campo da violência Pinochet sempre ganharia. Não só pela capacidade das forças armadas chilenas, mas porque Pinochet podia continuar com a propaganda da guerra interna. A chave era unir todos os democratas de esquerda, centro, e alguns setores da direita contra o ditador. Tentamos a mobilização social, que debilitou a ditadura nos anos 80, e a derrotamos só através de uma estratégia pacífica de participação no plebiscito de 1988. Derrotamos o ditador em seu próprio jogo, com um lápis e um papel, votando não no plebiscito e nos organizando contra a fraude.

O que foi mais surpreendente em toda a pesquisa do livro?
Acredito que há muitos episódios inéditos, surpreendentes, também momentos dolorosos narrados no livro, outros quase cômicos da luta democratica. O livro é a vida em plena ditadura. O capítulo do atentado contra Pinochet muitos me dizem que leem como um filme de ação.

Descobriu documentos secretos que mudaram suas ideias em relação aos fatos históricos?
Efetivamente, descobri alguns documentos históricos reservados e entrevistei pessoas que me acrescentavam valiosa informação inédita durante a pesquisa do livro. Mas todos eles não mudaram minhas ideias, mas as fortalereceram. Mas, além dos documentos secretos, dos arquivos da chancelaria chilena, por exemplo, os fatos vividos diretamente e narrados no livro são uma contribuição nova, acredito.

O senhor acredita que o Chile teria conseguido o desenvolvimento que conseguiu sem o governo de Pinochet?
Pinochet mudou a economia chilena, ainda que nunca foi um pleno convencido no modelo. Mas ele era um homem pragmático. O modelo neoliberal funcionou e ele o apoiou, e sem dúvida o governo de Pinochet fez aportes chaves para permitir que o Chile mudasse na direção da prosperidade. Mas o verdadeiro milagre chileno aconteceu em democracia, quando os dados econômicos melhoraram, a pobreza começou a ser atacada, a inclusão social através de políticas públicas virou uma prioridade, e todos se beneficiaram em liberdade do progresso e nâo só uns poucos, como sob a ditadura.
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> Assista a vídeo em que Heraldo Muñoz fala sobre o livro A sombra do ditador.

> O autor recebeu o Prêmio Wola-Duke de Direitos Humanos na América Latina (2010) por A sombra do ditador. Saiba mais.

> No site da TV Cultura, entenda como foi o golpe de Pinochet, em 1973.

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