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Detalhes:
Brochura
16x23
232pp
Ilustrado
R$ 54,90

Data de Lançamento:
17/11/2009

ISBN:
978-85-378-0175-8

Tradução:
Pedro Maia


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Shakespeare e a economia
> Texto: Henry W. Farnam

Dissemos o suficiente para mostrar que, se não tivéssemos qualquer prova histórica relativa às condições de vida na Inglaterra do final do século XVI e início do XVII, exceto as peças e poemas de Shakespeare, mesmo assim poderíamos construir, a partir apenas de suas obras, um retrato bastante verdadeiro da economia de seu tempo.

Sabemos que se trata de uma época de descobertas, empreendimentos e comércio que alcançaram partes distantes e ainda inexploradas do mundo. Esse comércio marítimo resultou na importação de muitos produtos estrangeiros, tais como frutas e legumes exóticos, relógios, ricos tecidos de seda, especiarias variadas e outras coisas. Para facilitar tal comércio externo, desenvolveu-se um sistema bancário e de crédito. O uso de letras de câmbio e hipotecas era comum. A falência era bem conhecida. O sistema arábico de aritmética estava substituindo o cálculo feito com peças ou contas. A cunhagem de moedas no país era sofisticada, e até as moedas estrangeiras entraram em uso comum. A redução do conteúdo metálico da moeda foi diversas vezes usada pelo governo, assim como os indivíduos também lançavam mão do recorte e desgaste de moedas. O valor da prata, medido em ouro, ainda era alto em comparação com os tempos modernos.

No que diz respeito à agricultura e ao mundo rural, Shakespeare nos mostra que a atividade agrícola era diversificada e a criação de ovelhas importante. Ele até nos dá o preço da lã em seu tempo. Mostra que as propriedades dos cavalheiros ornavam-se de pomares, jardins esmerados e lagos de pesca. A propriedade da terra era um tanto complicada. Existia uma distinção entre terrenos de propriedade individual e terras comuns, e a questão dos cercamentos provocava reações profundas.

As artes manuais tinham produção obviamente reduzida. Não havia manufatura em grande escala. A mineração e a metalurgia ainda não tinham assumido uma posição de preeminência. Os artesãos eram vistos mais ou menos com desprezo pelas classes dominantes. Os trabalhadores rurais não se especializavam e desempenhavam suas funções baseados apenas na experiência. Estavam num período de transição, passando de uma condição de estatuto fixo à de contrato, e o desemprego e a vagabundagem eram bastante comuns.

A sociedade de Shakespeare era aristocrática em sua estrutura, e prevalecia a primogenitura. Mas pensadores avançados estavam conscientes dos abusos na distribuição da riqueza e dos males da concessão de monopólios e outros privilégios que a posição social e a riqueza eram capazes de obter. Eles já sonhavam com a criação de uma comunidade ideal da qual esses males estariam banidos. Felizmente, o historiador econômico não precisa estudar seu Shakespeare para obter um retrato da vida econômica da era elisabetana. Os arquivos bem preservados do governo, das universidades e empresas, para não falar dos escritores da época, fornecem-lhe material muito amplo. Mas o fato de esses dados serem encontrados nos escritos do maior poeta da Inglaterra é de inegável interesse tanto para o economista quanto para o estudioso de literatura.

* O texto acima, de Henry W. Farnam, foi retirado de Shakespeare e a economia.
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