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Chiquinha Gonzaga
Uma história de vida
Entrevista: Edinha Diniz

Como foi ter novamente esse material em mãos para organizar uma nova edição da biografia?

O que terminou acontecendo foi que o acesso a documentos do Arquivo da Cúria Metropolitana até então inéditos me permitiu trazer à luz mais uma camada de segredo que cercava a vida de Chiquinha Gonzaga. Na verdade, o objetivo inicial da revisão era comunicar a transferência de guarda do acervo de Chiquinha da Sbat para o Instituto Moreira Salles; e também mudar o formato editorial do livro, retirando dele os catálogos de obra da compositora e maestrina, que passam agora a ficar acessíveis no site do IMS.

O livro contou com documentos inéditos, que trouxeram uma nova visão da compositora. Que documentos seriam estes?

Os documentos inéditos mais importantes são: os autos do divórcio movido pelo marido contra ela, por abandono do lar e adultério; o “casamento oculto” dos pais depois de 17 anos de concubinato; e a condição da mãe, que agora sabemos ter sido alforriada na pia batismal. Além de assentamentos de batismo e casamento de filhos e irmãos, que me ajudaram muito a estabelecer fatos da vida familiar.

O que chama atenção nessa edição: as fotos (do Rio de Janeiro e da obra da Chiquinha)?

Creio que a primeira coisa a chamar a atenção do leitor é a ilustração, pois é muito rica a iconografia pertencente aos acervos do Instituto Moreira Salles, mas também o projeto gráfico realizado por Luciano Figueiredo e Mari Taboada. Eu chamaria a atenção para as revelações históricas da vida privada da biografada e para o relato, nas notas, dos bastidores da pesquisa, onde eu conto pela primeira vez como construí a história da Chiquinha.

Chiquinha Gonzaga deixou uma obra estimada em cerca de duas mil músicas e 77 partituras para peças teatrais, maior do que qualquer compositor de seu tempo. Ela chamaria a atenção mesmo se vivesse nos dias de hoje?

Chamaria a atenção sim, pelo vulto da personalidade artística e pelo volume da obra, monumental em qualquer tempo.

É possível dizer que Chiquinha Gonzaga não abriu apenas caminho para as mulheres de sua época, sendo uma pioneira em vários aspectos, mas que também apontou novos caminhos no mundo da música?

Mais do que apontar, Chiquinha Gonzaga preparou o caminho para que a música produzida no Brasil se tornasse brasileira.
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> Ouça algumas músicas de Chiquinha Gonzaga na rádio do Instituto Moreira Salles.

> O Instituto Moreira Salles é responsável pelo acervo de Chiquinha Gonzaga. Saiba mais sobre isso e visite o site da instituição.

> Conheça o site ChiquinhaGonzaga.com, dedicado à obra da compositora.

> No caranaval de 1985 o enredo da Mangueira foi dedicado a Chiquinha Gonzaga. Veja foto do desfile e conheça a letra do samba.

> Em 1997, a Imperatriz Leopoldinense dedicou seu enredo a Chiquinha Gonzaga, homenageando os 150 anos de seu nascimento. Ouça o samba.

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> Chiquinha Gonzaga inovou na moda e não se vestia como as mulheres da época. Saiba mais.

> Leia a declaração de Mario de Andrade sobre Chiquinha Gonzaga.

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