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Detalhes:
Brochura
16 x 21 cm
120pp
ilustrado
R$ 36,90

Data de Lançamento:
20/1/2009

ISBN:
978-85-378-0119-2

Organização, introdução e notas: Celso Castro e Renato Luí­s do Couto Neto e Lemos


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O diário de Bernardina
Da Monarquia à  República, pela filha de Benjamin Constant
Entrevista: Celso Castro

Doutores respectivamente em antropologia social e história, Celso Castro e Renato Lemos se depararam com o diário de Bernardina na época em que reuniam documentos para suas pesquisas de doutorado. As anotações que a filha de Benjamin Constant registrou em seu caderno encantaram a dupla. Além de mostrar a rotina de uma adolescente e de uma típica família do século XIX, Bernardina conta os bastidores de um dos mais importantes momentos históricos do país: a instauração da República. Nessa entrevista, Celso Castro fala da organização e das notas que dupla preparou para a edição e da importância desse documento que, pela primeira vez, chega na íntegra para o leitor.

Como foi o seu envolvimento e o de Renato Lemos com o Diário de Bernardina? O projeto de doutorado dos dois já estava relacionado à obra, não?

Deparei-me com o diário durante minha pesquisa para a tese de doutorado, posteriormente publicada pela Zahar com o título de Os militares e a República. O diário foi muito importante para o cruzamento de informações com outras fontes sobre as semanas que antecederam o golpe republicano. No caso do Renato, ele era funcionário do IPHAN e trabalhava no Museu, já conhecendo portanto o diário, que também utilizou como fonte em seu doutorado. Para ambos, o diário não era o tema central de pesquisa, mas um documento importante pelas informações que trazia. No entanto, por muitos anos alimentamos o desejo de publicar o diário de Bernardina.

Qual a importância do documento hoje? Mais do que revelar o acontecimento de um ângulo inusitado, mostra o cotidiano das mulheres e de uma família no período?

Ele revela um olhar inusitado sobre um acontecimento importante da história brasileira – o diário de uma jovem de 16 anos, cujo pai e cuja casa se vêem no epicentro da conspiração contra a monarquia e do início do regime republicano. Além disso, permite um olhar sobre a vida familiar e sobre o cotidiano das mulheres da época. Nesse sentido, o diário possui um interesse duplo, numa rara conjunção entre vida cotidiana e eventos extraordinários.

Como foi a confecção das notas que acompanham a obra?

Renato e eu redigimos as notas baseados principalmente nas pesquisas que fizemos para nossos doutorados, porém tivemos também que contar com o auxílio de assistentes de pesquisa para buscar outras informações. Creio que, ao final, as notas e a introdução que escrevemos não só ajudam a compreender passagens do diário, como fornecem uma contextualização histórica que ajuda o leitor a avaliar melhor esse precioso documento.

A obra ainda foi enriquecida com recortes de jornal e fotos dos componentes da família. Como foi a pesquisa de material? O acervo do Museu Casa de Benjamin Constant foi essencial para a confecção da obra?

As imagens são, em sua grande maioria, do acervo do próprio Museu. Vale destacar que todo o acervo documental do Museu Casa de Benjamin Constante está organizado e aberto à consulta. Além disso, o local, em Santa Teresa, é muito bonito e merece uma visita.
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> Leia a entrevista com Celso Castro, um dos organizadores e responsáveis pelas notas de O diário de Bernardina.

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