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Detalhes:
Brochura
16 x 23 cm
308pp
R$ 46,90

Data de Lançamento:
23/9/2008

ISBN:
978-85-378-0102-4

Tradução:
Maria Luiza X. de A. Borges


Outras áreas: Administração
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Uma maçã por dia
Mitos e verdades sobre os alimentos que comemos
Pizza é prejudicial à saúde? Alimentos orgânicos são mais saudáveis? Chá verde emagrece? Leite não deve ser ingerido por adultos? Chocolate deve ficar fora da dieta alimentar? Uma maçã por dia deixa o médico afastado? A resposta para todas estas perguntas é não. Pelo menos, não completamente. Leia abaixo trechos de Uma maçã por dia, de Joe Schwarcz, e confira o que é mito ou verdade no mundo dos alimentos.

Uma maçã por dia mantém o médico longe?

. “Talvez funcione, se você jogar a maçã nele! Nenhum alimento isolado possui propriedades salutares mágicas. Há boas dietas e há más dietas. É certamente possível ter uma boa dieta e nunca comer maçã, assim como é possível empanturrar-se de maçã e ter uma péssima dieta. O que realmente importa em termos de nutrição é o efeito líquido produzido por todas as substâncias químicas que penetram em nossos corpos a partir dos alimentos que comemos.” (p.15)

Chá verde emagrece?

. “Em 2005, um estudo duplo-cego japonês mostrou alguma perda de peso com extrato de chá verde. Metade dos 38 empregados da Kao Corporation tomaram a bebida acrescida de 690 miligramas de catequinas por dia no jantar, enquanto os outros tomaram chá acrescido de apenas 22 miligramas de catequinas. Todos os homens foram submetidos a uma dieta com 10% menos calorias que o necessário para manter seu peso. Ao longo de três meses, os consumidores de catequinas perderam 1,1 quilo mais do que aqueles que tomaram chá convencional. Interessante. Agora adivinhe o que a Kao Corporation produz? Chá verde fortificado com catequinas! (...) Mas se você estiver realmente preocupado com gordura corporal, coma menos e faça mais exercícios. Vale a pena matar sua sede com Engiva depois do esforço? Pode uma bebida com apenas 90 miligramas de catequinas por porção resultar em alguma perda de peso apreciável? Pouco provável.” (p.287)

Leite não deve ser ingerido por adultos?

. “O leite é acusado de contribuir para doença cardíaca, derrame, câncer de mama, câncer de próstata, câncer de ovário, diabetes, alergias, cãibras estomacais, diarréia, autismo, produção de muco e, veja só, fraturas ósseas! Mas está também associado à redução da doença cardíaca, do câncer de mama, do câncer colorretal e, é claro, de fraturas ósseas. Tudo depende de a quem você dá ouvidos. Os argumentos antileite começam muitas vezes com a observação de que nenhuma outra espécie, exceto o ser humano, toma leite depois de ser desmamado. Esse está longe de ser um argumento convincente. Nenhuma outra espécie tampouco projeta aviões, desenvolve antibióticos ou assa pão. (...) O leite talvez não seja um alimento milagroso, mas pode contribuir significativamente para uma dieta saudável. Certamente, não é um veneno, como sugerem o People for the Ethical Treatment of Animals e congêneres.” (p.131-135)

Chocolate deve ficar fora da dieta alimentar?

. “Antioxidantes como os flavanóis podem também ter um efeito sobre a pele. Wilhelm Stahl e colegas, na Alemanha, decidiram submeter a questão a um teste científico. Ministraram a mulheres uma xícara (250 mililitros) de chocolate com alto ou baixo teor de flavanóis diariamente por um período de 12 semanas. O grupo de alto teor de flavanóis mostrou menos avermelhamento da pele enquanto exposto a luz ultravioleta, maior espessura e melhor hidratação da pele e uma redução significativa de aspereza e escamação. O chocolate parece, portanto, ser tão bom para nosso exterior quanto para o interior. E se tiver medo de que chocolate cause acne, fique tranqüilo. Não há evidências científicas para essa crença comum.”

Alimentos orgânicos são mais saudáveis?

. “Os pesticidas de hoje são mais seguros e eficazes que as versões anteriores. Enquanto há cerca de duas décadas as taxas de aplicação de pesticidas eram medidas em quilogramas por hectare, hoje são medidas em gramas por hectare. O risco inerente aos pesticidas modernos é também menor que o daqueles aprovados quando o conhecimento sobre toxidade era muito menos vasto do que é hoje. (...) Um mundo livre de pesticidas seria melhor? Para as pessoas que têm de lidar com eles no trabalho e para o ambiente, sim. Para o consumidor, não. As produções seriam significativamente reduzidas, a disponibilidade de produtos frescos durante o ano todo seria limitada e, à luz das esmagadoras evidências sobre a capacidade de frutas e hortaliças de nos proteger contra o câncer, a saúde pública seria comprometida.” (p. 231-234)

Pizza é prejudicial à saúde?

. “Imagine ser admitido num hospital tendo um ataque cardíaco e ser recebido por um médico que lhe pergunta quantas vezes você come pizza por semana. Não estamos falando de uma situação hipotética, mas sim de uma pergunta real que foi feita a 507 vítimas de ataque cardíaco e 478 outras que foram admitidas num hospital em Milão, Itália, entre 1995 e 1999. Por quê? Para verificar se a maioria das comidas italianas desempenhava algum papel na doença cardíaca. Todos ouvimos falar dos benefícios da tão alardeada dieta mediterrânea, e os pesquisadores italianos decidiram verificar se a pizza, especificamente, desempenhava algum papel na proteção contra a doença cardiovascular. Após serem admitidos no hospital, os pacientes eram entrevistados sobre seus hábitos de vida e suas dietas. Preenchiam um questionário de 78 itens sobre freqüência de alimentos, com base no qual eram divididos em não-consumidores de pizza, consumidores ocasionais de pizza (uma a três porções por mês) e consumidores regulares de pizza (mais de uma porção por semana). As vítimas de ataque cardíaco relataram que faziam menos exercícios físicos que os membros do grupo de controle, fumavam com mais freqüência, consumiam mais café e tomavam menos álcool. Até aí, nenhuma surpresa. Tinham também mais história de pressão sanguínea alta, consumiam mais calorias e comiam menos frutas e hortaliças. Ainda nenhuma surpresa. Mas esta veio quando os consumidores de pizza foram considerados. Os consumidores regulares tinham 40% menos chance de sofrer um ataque cardíaco que aqueles que nunca comiam pizza! A razão disso é um tanto misteriosa. Talvez o consumo de pizza seja apenas um indicador da adoção da dieta mediterrânea, que tende a ser muito menos gordurosa que a dieta norte-americana.

Temos de lembrar que estamos falando sobre a pizza tal como é servida na Itália, não a versão norte-americana. Nada de dupla camada de queijo, nada de massa recheada, nada de montes de pepperoni ou porções de manteiga carregadas de gordura trans. A massa é fina e coberta com azeite de oliva, queijo e uma abundância de molho de tomate fresco. A resposta ao mistério dessa pizza talvez esteja não no que as pessoas estão comendo, mas no que elas não estão comendo.” (p.20-21)
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> Leia resenha sobre o livro no Montreal Gazette.

> Leia entrevista com o autor publicada no Vancouver Province.

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> O que café em excesso pode provocar? Um estudo revelou resultados surpreendentes. Confira!

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