Livros  >>  Ciências Sociais









Compre na Cultura
Compre o e-book
Compre na Saraiva
Compre no Submarino
Compre na Livraria da Travessa

Detalhes:
Brochura
14×21cm
304pp
R$ 44,90

Data de Lançamento:
19/2/2010

ISBN:
978-85-378-0197-0

Tradução:
Alexandre Weneck


Outras áreas: Administração
Artes
Biografias
Ciência
CIÊNCIAS SOCIAIS
Cinema
Coleções
Coleções de Bolso
Comunicação
Dicionários
Economia
Educação
Filosofia
Gastronomia
Geografia
História
História em Quadrinhos
Infantil
Juvenil
Letras
Literatura
Música
Policial
Política
Psicanálise
Psicologia
Teatro
TV
Variedades
Aprendendo a pensar com a sociologia
> Entrevista: Zygmunt Bauman

Aprendendo a pensar com a sociologia foi publicado primeiramente nos Estados Unidos. Mas a edição brasileira ganhou uma série de novos conteúdos e ideias. Essa revisão se tornou essencial para uma área do conhecimento que trabalha algo tão dinâmico como a sociedade?

A sociedade humana é altamente dinâmica - o acelerado ritmo das mudanças revela aspectos da condição humana que permaneciam previamente como pano de fundo, não eram notados ou se dava muito pouca atenção a eles. Vinte anos trouxeram uma série de mudanças na lógica da vida humana e na natureza dos problemas com os quais homens e mulheres precisam lidar em sua vida diária. Uma configuração tão dinâmica força a sociologia, ou seja, o estudo da sociedade (das consequências para a vida humana, do fato de ser conduzida em sociedade de um modo geral, mas, também, nesta sociedade específica, aqui e agora) a ser dinâmica também: ela precisa correr atrás, rastrear, tomar nota das mudanças na atividade humana e, de acordo com elas, redefinir a sua própria perspectiva e redesenhar o mapa do mundo social. Sociologia tem também sua própria dinâmica determinada pela lógica do estudo e da pesquisa: em vinte anos uma série de novos dados foram recolhidos por sociólogos e isso necessita ser incluído no processo de ensino/aprendizado,os fatos precisam ser atualizados e as abordagens “modernizadas”. Essa é a razão de se preparar novas edições de livros toda hora e sempre. Aprendendo a pensar com a sociologia não é uma exceção da regra geral.

Eu devo isso a Tim de May, que conhece as realidades atuais acadêmicas de dentro para fora, para incluir no livro as novas matérias importantes que não estavam disponíveis quando a primeira edição foi produzida, e, em parte, reorganizar o texto, afim de ajustá-lo às mudanças na sociologia como é ensinada agora, nos anos após a minha aposentadoria da vida acadêmica.

Apesar de ser um livro de base acadêmica Aprendendo a pensar com a sociologia toca em discussões muito atuais. Como foi escrever um livro que tem tudo para ser um clássico da área, sem se tornar datado?

Eu acredito que Aprendendo a pensar com a sociologia foi desde o início melhor protegido contra o rápido envelhecimento que sofre a maioria dos livros de base disponíveis no mercado. Ele antecipou mudanças eminentes na audiência a qual as descobertas sociológicas são endereçadas. Até recentemente, estudos sociológicos e relatórios de pesquisa eram principalmente destinados às pessoas que executam funções administrativas: organizar e supervisionar as atividades de outras pessoas (e, portanto, com interesse em primeiro lugar na forma de evocar o comportamento desejável), racionalizar e tornar rotineiras as ações humanas, criar disciplinas seguras, eliminar contingências, prevenir o abandono das normas etc. Assim, o estudo sociológico focava nos processos que impunham um padrão regular e previsível para as ações humanas – guiadas, como são, por motivos e escolhas individuais e então potencialmente dispersas e casuais. Mais ou menos nos últimos vinte anos, porém, observamos uma mudança fundamental na lógica da convivência humana: mais e mais aspectos das atividades da vida deixaram um "estilo administrativo" de supervisão e coordenação e passaram para uma área que vem se ampliando rapidamente da "política de vida”, segundo a qual espera-se que os indivíduos atuem como seus próprios gestores - guias, chefes, supervisores, assessores - e assumam a responsabilidade por suas escolhas e as consequências delas - seja antecipadamente ou não. Se a sociologia pretende ser útil para pessoas que precisam lidar com problemas que a vida os obriga a confrontar, ela deveria fornecer, em primeiro lugar, o tipo de informações exigidas pelos condutores da “política da vida” - pessoas comuns como eu e você, preocupadas com a gestão de suas próprias atividades na vidas e com a sua posição dentro, e em relação com, a rede de outras pessoas relevantes para todos esses objetivos e preocupações.Aprendendo a pensar com a sociologia tem sido desde o início orientado para essa tarefa. Ele antecipou o advento da "sociedade individualizada". É por isso que, como espero, ainda está fresco e atual - e provavelmente tem uma vida mais longa – em relação a muitas outras introduções à sociologia.

O senhor é um dos pensadores mais produtivos do nosso tempo. Já tem novos projetos em andamento? Um novo livro ou pesquisa?

A pesquisa nunca termina para um sociólogo, cada dia traz novos fatos que levam a repensar e revisitar o acúmulo de opiniões sobre a condição humana. Mas na minha idade é difícil definir projetos a longo prazo. Minhas publicações mudaram recentemente o seu caráter. O volume de conversas com Citlali Rovirosa-Madrazo, publicado recentemente, não é monotemático, pega uma seleção de temas que, na minha opinião e na de meu interlocutor, são pontuais e críticos para esse momento da história. Enquanto outro livro – provavelmente o meu último -, que será publicado nos próximos meses, é uma coletânea de ensaios, na forma de 44 “cartas do mundo líquido-moderno”, comentando uma seleção de eventos dos dois últimos anos, sintomáticos de nossos tempos, um lançar luz sobre os aspectos que considero serem fundamentais para as nossas vidas, apesar de muitas vezes serem deixados de lado.
PESQUISE NO CONTEÚDO DOS LIVROS
powered by Google
LINKS
CONFIRA TAMBÉM!
ZAHAR    rua Marquês de São Vicente 99 – 1º andar, Gávea, Rio de Janeiro, RJ, Brasil   22451-041   Tel.: 21 2529-4750  sac@zahar.com.br  ©2007