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O Seminário, livro 18
De um discurso que não fosse semblante
Texto: Nora Pessoa Gonçalves, responsável pela revisão técnica do Seminário 18.

Favorável e oportuno para a psicanálise no Brasil, o lançamento do Seminário 18 de Lacan pela editora Zahar.

É nesse seminário, De um discurso que não fosse semblante, que Lacan estabelece as bases de seu “ultimíssimo ensino”, como o denomina Jacques-Alain Miller —, o ensino que se inicia nos anos 70, quando Lacan passa para a ordem do Um e sua relação com a categoria de semblante.

No Seminário 18, a partir da ideia de que não há discurso que não seja semblante, Lacan eleva o semblante a uma categoria, como o real, o simbólico e o imaginário, logo depois de ter estabelecido seus quatro discursos como semblantes, e é preciso passar pelos semblantes para se alcançar o real, pois o saber está feito de semblantes, e é com o algoritmo do SsS (sujeito suposto saber) que se opera numa análise, este sendo composto de significantes, semblantes, como também seu resultado, o a.

A psicanálise tem suas afinidades com o semblante, e essa é a ideia que Lacan passa no Seminário 18, onde há um novo conceito de letra: a partir das premissas expostas na sua lógica do significante, Lacan retoma aí a diferença entre a fala e a escrita, e recorre às línguas japonesa e chinesa para mostrar um modo de dizer que se suporta da escrita.

Nesse Seminário 18, Lacan também trata do homem e da mulher, de suas relações e de suas afinidades com os semblantes, e com o real do gozo que esses semblantes encobrem. E aproxima aí a mulher do real. No Capítulo VI, ele traz: “Para dizer a palavra exata, A mulher, no caso, como esse texto foi feito para demonstrar — refiro-me ao em-si d’A mulher, como se pudéssemos dizer todas as mulheres — A mulher, insisto, essa que não existe, é justamente a letra — a letra como significante de que não há Outro, S(A/).”

Podemos perceber o quanto é importante para nós, psicanalistas, esse Seminário que ora se anuncia em português. É um seminário que abre um leque de estudo e pesquisa na teoria de Lacan, proferido bem num momento de articulação da engrenagem de seu ensino.

Nora Pessoa Gonçalves

Psicanalista, AME da Escola Brasileira de Psicanálise e da Associação Mundial de Psicanálise e responsável pela revisão técnica do Seminário 18
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