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Detalhes:
Brochura
14 x 19 cm
188pp
ilustrado
R$ 34,90

Data de Lançamento:
29/1/2008

2ª edição: 2011

ISBN:
978-85-378-0050-8


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Breve História da Ciência Moderna
Vol.4: A belle-époque da ciência

‘Estamos vivendo uma época semelhante à segunda metade do século XIX com a revolução digital’

1) O próximo volume da coleção fala do século XIX. Foi um dos séculos de mais mudanças na história, com uma série de descobertas científicas e o desenvolvimento das grandes cidades. Acha que, por causa disso, este volume tem uma importância especial?

O século XIX foi um século de grandes transformações e muita fé na ciência. Os produtos gerados pelo desenvolvimento tecnológico, percebidos na época como conseqüência direta dos avanços da ciência, fizeram com que grande parte da humanidade acreditasse que estava vivendo o início de um tempo de progresso sem fim. A ciência e a tecnologia poderiam resolver todos os problemas. Mesmo aqueles gerados pelos avanços tecnológicos, como das multidões vivendo nas periferias das grandes cidades a espera de emprego nas prósperas indústrias inglesas. Mais tarde, com o advento das duas grandes guerras mundiais do século XX, a ciência e a tecnologia passaram a ser vistas de uma forma um pouco mais crítica. Talvez por isso esse volume tenha uma importância especial. Estamos vivendo uma época semelhante à segunda metade do século XIX com a revolução digital. Muita gente se fascina com esse novo mundo que estamos começando agora a viver. Mas não podemos esquecer que ele é fruto daquela segunda revolução industrial baseada no uso da eletricidade e do petróleo. Talvez possamos aprender com história dessa época no encaminhamento de soluções para os problemas que temos hoje.

2) Em todos os períodos, as descobertas científicas acabam acarretando em muitas mudanças em diversos setores da vida, das artes à forma de as pessoas se comportarem. É por isso que vocês buscam traçar um quadro completo, não? Um panorama da vida na época, além de citar as descobertas e transformações do período?

Existem teorias que são extremamente relevantes para uma ciência. Existem outras que influenciam várias ciências. Mas existem teorias que acabam construindo uma nova maneira de ver o mundo. E isso, extrapola o próprio campo científico. Acreditamos que foi o que aconteceu, por exemplo, com Darwin e a teoria da evolução por seleção natural. Se em algum momento o processo de seleção natural, proposto por Darwin, fosse questionado por uma nova teoria, ainda assim a filosofia darwiniana permaneceria, pois representou uma quebra da visão de mundo no século XIX marcando a história da humanidade de forma definitiva. Existem muitos outros elementos propostos pela teoria que não são somente biológicos. Por isso, Darwin causa controvérsias sociais e políticas ainda hoje. Portanto, ao se estudar a história da ciência não se pode ficar apenas focando as questões internas a uma ou mais ciências. É necessário ampliar o campo de visão para que se possa perceber como uma teoria surge e que grau de influência, nas mais diversas áreas, ela pode ter. A teoria de Darwin foi fortemente influenciada pelo liberalismo inglês da primeira metade do século XIX e acabou transformando esse próprio liberalismo na segunda metade do século e nos primeiros anos do século seguinte. O caso da arte é também bastante interessante. Muita gente acredita que arte e ciência sejam manifestações antagônicas do espírito humano, assim como razão e sensibilidade. Entretanto, essas são faces da própria existência humana. Logo, o diálogo é inevitável. Procuramos mostrar isso em nosso livro ao exibir como a concepção de espaço foi transformada ao longo do século XIX, a partir do advento das geometrias não euclidiadas e da invenção da fotografia. Isso acabou transformando radicalmente as artes plásticas, que produziram um interessante diálogo com a matemática e as ciências.

3) Vocês três formaram o grupo Teknê com o intuito de divulgar a ciência. Como funciona este grupo e quais as ações, além da publicação desta coleção?

Nosso objetivo é o de divulgar uma visão mais crítica e ampla da ciência do que aquela que a maioria das pessoas teve ou tem na escola. Ministramos cursos livres em várias partes do Brasil. O público que freqüenta esses cursos é bastante heterogêneo. No princípio era composto por professores de física, química e biologia. Mas os comentários nas escolas fizeram os de história e filosofia também se interessarem. Mais tarde chegaram os de artes e até religião. Com a edição dos primeiros volumes da Coleção Breve História da Ciência Moderna o público se ampliou ainda mais, com alunos de graduação, mestrado, doutorado e até médicos e engenheiros, que acabaram freqüentando os cursos para terem uma visão mais ampla das suas próprias áreas de trabalho. Hoje, além desses cursos livres, estamos ministrando cadeiras no programa de pós-graduação em ensino de ciências e matemática do CEFET-RJ para professores. Acreditamos que eles possam acrescentar essa visão mais ampla que propomos, digamos interdisciplinar, aos conteúdos que ensinam em suas salas de aula.

4) Já começaram a pesquisar o próximo volume?

O quinto volume ainda não começou a ser escrito. Normalmente, começamos a escrever quando o processo de construção do anterior já está concluído. E isso ocorre com o lançamento do livro. Mas já começamos a pesquisar. Em nossas reuniões temos discutido alguns temas e já temos um esboço dos pontos que serão tratados no próximo volume. Será um trabalho difícil pela amplitude que a ciência ganhou e pela proximidade temporal que ainda não permitiu uma grande quantidade de estudos. Esse fato fica mais crônico no que diz respeito à ciência brasileira, que é um dos pontos que diferenciam essa coleção das que são apenas traduzidas. Existem poucos estudos sobre a ciência brasileira e menos ainda sobre a ciência da segunda metade do século XX. Mas esperamos fechar com chave de ouro esse projeto.
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Leia depoimento de Marco Braga para a Revista de História da Biblioteca Nacional sobre Darwin.

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Leia entrevista com os autores.

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