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Detalhes:
Brochura
14 x 21
224pp
R$ 49,90

Data de Lançamento:
5/5/2009

ISBN:
978-85-378-0136-9

Tradução:
Antonio Carlos dos Santos e Renato Zwick


Outras áreas: Administração
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Discursos contra Hitler
Ouvintes Alemães!
Trechos: Discursos de Thomas Mann

Sobre Hitler:

“O indivíduo Hitler, com sua insondável falsidade, sua reles crueldade e seu desejo de vingança, com seus constantes rugidos de ódio, seu estropiamento da língua alemã, seu fanatismo medíocre, sua ascese covarde e sua perversidade miserável, sua humanidade defeituosa que carece de qualquer traço de magnanimidade e de vida espiritual elevada, que o indivíduo Hitler, digo, é a mais repugnante figura sobre a qual jamais caiu a luz da história!”

– Fevereiro de 1941

“Com um Hitler não há paz porque ele é incapaz dela por princípio e porque essa palavra em sua boca é apenas uma mentira suja e doentia — assim como cada palavra que ele já usou ou disse. Enquanto Hitler e seu regime de incendiários continuarem existindo, vocês, alemães, jamais terão paz, sob nenhuma circunstância. Ele terá de ir sempre adiante, como agora, com os desesperados atos de violência, nem que seja apenas para afugentar os espíritos de vingança, nem que seja para evitar que o ódio enorme e crescente devore vocês. Adverti-los, alemães, significa fortalecer seus próprios maus pressentimentos. Não posso fazer mais que isso.”

– Março de 1941

“O sujeito miserável que ainda se diz o Führer da Alemanha, que ainda se dá o direito de ameaçar com uma morte vergonhosa todos que se opõem à continuação insana de uma guerra completamente perdida (...) Ele mentiu ao povo alemão e envenenou a sua sensibilidade com cada palavra que latiu e uivou em seus ouvidos.”

– Janeiro de 1945

Sobre a guerra:

“Vejam a galeria de seus [de Hitler] representantes, esses Ribbentrop, Himmler, Streicher, Ley, esse Goebbels, uma bocarra mentirosa, o próprio Führer, inspirado pelo mal, e seu gordo, vaidoso, arqui e supermarechal do grande império da grande Alemanha! Que incrível jardim zoológico! É isso que deve vencer, continuar, perdurar e submeter o mundo?”

– Julho de 1941

“Tenho a convicção inquebrantável de que Hitler não pode vencer a sua guerra – uma crença baseada muito mais em razões metafísicas e morais que em razões militares, e sempre que eu digo isso nas páginas que se seguem estou sendo totalmente sincero. Mas longe de mim o desejo de fortalecer a concepção perigosa de que a vitória das Nações Unidas é evidente e garantida e de que, com base nessa evidência e nessa certeza, podemos nos permitir não apenas qualquer erro, mas também qualquer prostração da vontade, qualquer falta de entusiasmo, qualquer reserva ‘política’ em relação aos nossos aliados e à paz pela qual cabe lutar. Não podemos nos permitir nada, nem o mínimo que seja, depois de tudo o que nos permitimos no passado.”

– Prefácio à primeira edição (setembro de 1942)

“Um corpo nacional que, como o de vocês, foi metido numa armadura de aço não entra em colapso, mas se mantém de pé, de modo terrível, mesmo quando tudo sob esse aço já está podre. Devo dizer a vocês o quão podre tudo já está por baixo das armaduras que mantêm vocês em pé? (...) O fim está próximo, alemães, acreditem em mim e fiquem tranqüilos! E exatamente nesse momento em que parece haver sucesso, vitória e conquista. O fim está próximo – não o de vocês, nem o da Alemanha. A chamada destruição da Alemanha é também palavra morta, uma coisa tão impossível quanto a vitória de Hitler. Mas o fim está próximo, logo terá fim esse horrendo sistema de roubo, assassinato e mentiras do Estado nacional-socialista.”

– Julho de 1942

Sobre a Alemanha e seu povo:

“A revolta desesperada da humanidade contra a Alemanha — temos de chegar a isso? Povo alemão, vocês têm mais a temer com a vitória de seus líderes que com sua derrota!”

– Abril de 1941

“Alemães, não deixem as coisas chegarem ao extremo! Vocês mesmos deveriam se livrar do governo infame, governo que os degrada indizivelmente e em cujas mãos vocês caíram por conta de um destino sombrio; vocês deveriam provar aquilo em que o mundo ainda se esforça para acreditar, que o nacional-socialismo e a Alemanha não são uma e a mesma coisa. Se vocês seguirem Hitler por toda parte até o fim, então crescerá um afã de vingança que encherá de pavor todos aqueles que simpatizam com a Alemanha. Vejam como os povos oprimidos da Europa se armam contra o mesmo inimigo que também oprime vocês. Vocês querem ser inferiores a eles, ter menos caráter, ser mais covardes que eles? Pensem que a ferramenta para a escravização do mundo é obra de suas mãos e que Hitler não pode levar adiante sua guerra sem a ajuda de vocês. Neguem a ajuda de suas mãos, não contribuam! Fará uma enorme diferença para o futuro se forem vocês mesmos, alemães, a eliminar o homem do terror, esse Hitler, ou se isso acontecer por força externa. Só se vocês mesmos se libertarem terão direito a participar da ordem mundial justa e livre que está por vir.”

– Agosto de 1941

“O inferno, alemães, veio para vocês quando esses líderes vieram. Ao inferno com eles e todos os seus cúmplices. Então ainda poderão ter salvação, paz e liberdade.”

– Novembro de 1941

“A Alemanha de Hitler não tem nem tradição, nem futuro.”

“Esses fatos estão entre os motivos pelos quais ser alemão depois desta guerra não será propriamente um prazer.”

“A democracia não olha para trás, ela olha para frente.”

“Alemães, os povos livres ainda têm esperança em vocês; terão esperança em vocês até o último instante.”

– Abril de 1942

“A honra e a igualdade de direitos vão ter de esperar. A liberdade e a igualdade foram negadas e pisoteadas pela Alemanha por tempo demais para que possa exigi-las no primeiro dia do armistício. Uma longa quarentena de precaução e vigilância será inevitável. A Alemanha será ajudada financeiramente, mas o poder militar terá de ser negado a um povo que por tanto tempo só pôde imaginar sua unificação com o mundo na forma de dominação desse mundo. A formação política interna da Alemanha será deixada aos próprios alemães, e a tarefa dos alemães nesse sentido, assim como a prova de sua confiabilidade futura, será a de assumir a responsabilidade pela purificação de seu corpo social, que tem de ser profunda e não pode se limitar à extinção da peste nazista.”

– Maio de 1942

“E a honra alemã? A dignidade da ciência foi arruinada, todo e qualquer sentimento de justiça pisoteado (...) o nome da Alemanha foi transformado na quintessência de todo o terror (...) de toda crueldade vergonhosa, (...) de maneira que a memória dos povos quanto a tudo aquilo de bom, grande e digno de ser amado que o espírito alemão trouxe outrora à humanidade ameaça sucumbir em um mar de ódio (...) É essa a honra alemã recuperada. É esse o balanço de dez anos de nacional-socialismo. E eu estou contente por me serem dados apenas cinco ou seis minutos para fazê-lo. A história será mais minuciosa.”

– Janeiro de 1943

“Se dessa guerra sair uma Alemanha consciente, uma Alemanha que reconheça os crimes horríveis que cometeu contra o sangue e o patrimônio dos outros povos e deles se arrependa profundamente, crimes cometidos a mando de seus infames governantes, então ela compreenderá que a restauração da Europa tem prioridade em relação ao bem-estar da Alemanha e, por iniciativa própria, por um sentimento próprio de justiça, quererá contribuir para compensar esses crimes na medida em que podem ser compensados, mesmo que isso adie sua própria recuperação.”

– Maio de 1944

Sobre os campos de concentração:

“A fábrica da morte funcionava dia e noite; suas chaminés nunca deixavam de soltar fumaça. Já tinham começado a fazer uma ampliação… A instituição suíça de ajuda aos refugiados sabe mais detalhes. Seus delegados viram os campos de Auschwitz e Birkenau. Viram o que nenhum ser humano com sentimentos pode acreditar se não vir com os próprios olhos: ossos humanos, barris de cal, encanamentos de gás e crematórios; além disso, as pilhas de roupas e sapatos tirados das vítimas, muitos sapatos pequenos, sapatos de criança, se é que vocês, compatriotas alemães, e vocês, mulheres alemãs, querem continuar ouvindo. De 15 de abril de 1942 a 15 de abril de 1944, apenas nesses dois estabelecimentos alemães foram mortos 1.715.000 judeus. De onde tiro os números? Pois seus soldados faziam a contabilidade, com aquele senso de ordem alemão!”

“Alemães, vocês precisam saber disso. Horror, vergonha e arrependimento é o que se precisa em primeiro lugar. E só um ódio é necessário: o ódio aos canalhas que transformaram o nome da Alemanha numa abominação diante de Deus e de todo o mundo.”

– Janeiro de 1945

* Os trechos acima estão em Discursos contra Hitler.
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