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Almanaque do carnaval
A história do carnaval, o que ouvir, o que ler, onde curtir
Como a folia surgiu por aqui?

“Segundo o pesquisador Felipe Ferreira, o carnaval foi inventado pela Igreja católica. Havia celebrações similares na Grécia Antiga, no Egito e em Roma, como as festas lupercais, dionisíacas e saturnais, cheias de exageros e transgressões. Mas o carnaval como conhecemos hoje tem uma data específica para acontecer, e, se isso não invalida o uso da palavra para designar quaisquer festejos de alegria, bagunça e exageros, ao menos localiza no nosso calendário o intervalo de três, quatro ou cinco dias que antecedem a Quarta-feira de Cinzas. No ano 604, o papa Gregório I ordenou que, durante um determinado período, os fiéis deixassem de lado as satisfações, a vidinha cotidiana de pecados e prazeres do corpo e se dedicassem ao enriquecimento do espírito. O período de abdicação, chamado de Quaresma, duraria 40 dias – lembrando os 40 dias de jejum e privações passados por Jesus no deserto. Séculos depois, mais especificamente no ano de 1091, a Igreja resolveu precisar a data da Quaresma. Como havia o costume de se marcar a testa dos fiéis com as cinzas de uma fogueira em sinal de penitência, deu-se o nome de Quarta-feira de Cinzas ao início do período do abandono dos prazeres, um ciclo de meditação sobre Jesus e sua ressurreição – que seria festejada 40 dias depois, no domingo de Páscoa.

Ora, a perspectiva de ficar muitos dias sem comer carnes e gorduras, visto que durante a Quaresma os fiéis deveriam comer apenas peixes, fez com que a sociedade católica se organizasse para aproveitar ao máximo os últimos dias de prazeres mundanos antes de dar o ‘adeus à carne’ – ou, em italiano, ‘carnavale’. Ao criar a Quaresma, a Igreja católica instituiu o carnaval.” (Diniz, p.15-16)

Os começos nem sempre são fáceis... Como Elza Soares apareceu pela primeira vez para o grande público?

“No rádio, uma das mais conhecidas facetas do múltiplo e incansável Ary Barroso foi a de apresentador de show de calouros. Ary criou para si um personagem ao mesmo tempo ranzinza e engraçado, que marcou gerações. Era famoso, por exemplo, pelos temidos gongos que interrompiam a cantoria e eliminavam os candidatos. Outro ingrediente que divertia os ouvintes e ameaçava os calouros eram suas tiradas irônicas ou sarcásticas. Uma delas dirigiu-se a uma menina negra e mirradinha que chegou para se apresentar. Olhando a figura, Ary perguntou, sem dó nem piedade: ‘De que planeta você veio?’ Ao que a candidata Elza Soares respondeu: ‘Do planeta fome, seu Ary?’. Apesar da fria recepção, Elza não foi gongada. Depois disso cantou, agradou e tornou-se uma das grandes cantoras ‘reveladas’ por Ary Barroso.” (Diniz, p. 116)

Receita para encher a casa.

“Rio de Janeiro, 1975. O show é Vou danado pra Catende, no Teatro Tereza Rachel. Platéia vazia. E assim permaneceria, não fosse o responsável pelo espetáculo um pernambucano “arretado”, performático e irônico – além de músico extraordinário. Sem pensar duas vezes, Alceu Valença veste-se de palhaço, sai às ruas ao lado de uma charanga e, com um convite gritado, enche o espaço, transformando o show em sucesso de público. Naqueles meados da década de 1970, o músico era mais um dos que traziam sotaque nordestino à cena carioca.” (Diniz, p.165)
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